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Gestão de caixa

por André Guimarães

Em momentos de crises e incertezas como o atual cenário, a maior preocupação de algumas pessoas, principalmente trabalhadores autônomos, é saber se terão dinheiro suficiente para enfrentar os próximos dias. A imprevisibilidade das receita afeta as entradas financeiras e por consequência o caixa. Diante desse cenário existem dois tipos de empresas: 

  • as que têm gestão controlada e precisa do caixa e enfretarão a crise de forma menos sofrida; 
  • os que não tem controle algum e têm mais chances de quebrar.

Para ambos é importante tomar ações rápidas, baseadas em análises e que permita a empresa passar pelo momento de turbulência com menor stress. Para isso, recomenda-se saber:

  • Quantos meses seu caixa atual sustenta a operação.
  • Qual o impacto da crise em suas receitas e faturamento.
  • Quais custos e gastos serão necessários para manter a empresa. 
  • Existe alguma dívida.

Além de saber a responder essas perguntas, existem algumas recomendações que são comuns e podem ser aplicadas a maioria das empresas, que são:

Fidelize suas receitas: faça contato com seus clientes e demonstre empatia. Busque a melhor saída para os dois lados. As crises são temporárias, mas a relação entre as partes permanece.
Adeque seus gastos (custos e despesas): em relação aos recursos humanos, flexibilize turnos de trabalho, elimine horas extras, adote férias temporárias e em situações drásticas, demita. Em relação aos contratos, negocie condições melhores, busque descontos e renegocie prazos. Adote política de tolerância zero para as despesas gerais e administrativas.
Priorize os projetos: Relacione todos os projetos previstos para o ano e repriorize os investimentos.
Revise seu grau de alavancagem: Identifique seu endividamento e os calendários de pagamento. Em caso de empresas com baixa alavancagem e acesso a crédito barato, considere a realização e novas dívidas: fortaleça seu caixa. Nos casos de maior exposição, renegocie com os bancos e credores. Qualquer redução nas taxas ou alongamento dos fluxos de pagamento será crítico.

E toda essa gestão também pode ser usado para nós mesmos. Ou você não conhece nenhuma pessoa que se perde e gasta mais do que deveria? Para essa gestão existem diversos métodos e a regra 50-30-20 faz bastante sucesso para quem quer começar a ser organizar.

Basta direcionar cerca de 50% da sua renda para bancar seus “gastos fixos e essenciais”. Suas despesas variáveis com “estilo de vida” devem representar até 30% da renda. Por fim, 20% da renda deve ser destinada a “prioridades financeiras”.

O único trabalho com a regra 50-30-20 é apenas definir que gastos serão considerados em cada um desses grupos. 

Existem planilhas que podem ajudar tanto a sua vida profissional quanto pessoal. Escolha a que você mais se adapte de forma mais fácil e a preenche religiosamente. Organização e disciplina são fundamentais para quem quer crescer.

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